ImobiliárioNegóciosSem CategoriaVistos Gold influenciam quebra na compra de imóveis 

Os últimos dados publicados pelo INE dão conta que os chineses são a nacionalidade que mais paga para adquirir um imóvel e é a que mais se interessa pelos Vistos Gold. Ainda assim, os investimentos chineses em Portugal estão a diminuir. 
30 de Setembro, 20191094 min

Os últimos dados publicados pelo INE dão conta que os chineses são a nacionalidade que mais paga para adquirir um imóvel e é a que mais se interessa pelos Vistos Gold. Ainda assim, os investimentos chineses em Portugal estão a diminuir. 

Por país de residência, a China não é o que mais compra em Portugal, já que apenas representa 5% do valor das transações. Em 2013 e 2014 os chineses lideravam a tabela do ranking das nacionalidades, atingindo cerca de 20% em 2013 e 30% no ano seguinte. Em 2015, o montante baixou para 15% e desde então que os valores têm-se fixado em torno dos 6%. 

Ainda assim, é de salientar que esta é a nacionalidade que mais paga por cada imóvel, atingido, em 2018, o valor médio de 297,2 mil euros. Nos primeiros quatro meses de 2018 (primeiro quartil) a China registou o valor mais baixo do ano, com as compras de casas portuguesas a fixarem-se nos 161 mil euros. No segundo quartil, foram 297,2 milhões e o grande aumento deu-se no terceiro quartil do ano, com a China a destacar-se, “verificando-se que 25% das aquisições efetuadas por residentes naquele país superaram o valor unitário de 515 mil euros”. 

Para Andreia Almeida, diretora de “research” da Cushman & Wakelfield, a quebra na compra de imóveis pelos cidadãos chineses é consequência dos Vistos Gold. “Se não fossem os vistos, até comprariam um imóvel mais barato, ou talvez nem comprassem em Portugal”, revela à Lusa. 

Segundo os números do INE, até agosto de 2018, o investimento chinês nos Vistos Gold ficou nos 163,7 milhões de euros, recuando 15,7% em relação a 2017.

Ainda assim, a China continuou a liderar as nacionalidades que mais solicitam as autorizações de residência. O Brasil, Turquia, África do Sul e Rússia ocupam os lugares seguintes.

 

 

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