NegóciosPortugal procura retomar ligações com Air China

Para a secretária de Estado do Turismo, a abertura de uma nova rota acontecerá "quando o contexto actual estiver mais estável e favorável". 
16 de Outubro, 2020955 min

A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, revelou quinta-feira, 15 de outubro, que as negociações para a abertura de uma rota da Air China para Portugal vão ser retomadas assim “que o contexto actual esteja mais estável e favorável” à abertura de novas ligações aéreas, estando a pandemia provocada pela Covid-19 entre as razões para que a rota não seja para já retomada. 

“Sabemos que o timing e as dificuldades que as companhias aéreas em geral atravessam nesta altura não aconselha e não é favorável a investimentos no que toca a estas ligações aéreas. Mas também sabemos que tínhamos feito, até aqui, um trabalho de casa muito valioso e que esse trabalho de casa ficou apenas em suspenso e, provavelmente, poderá ser retomado muito em breve, assim que o contexto seja mais favorável”, afirmou a governante.

Rita Marques, que participou na manhã desta quinta-feira na conferência “Portugal na Rota do Turismo Chinês: Que Futuro?”, promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC)  admitiu que a abertura de uma rota da Air China para Portugal “é possível, seguramente”, até porque o Estado português está disponível para partilhar o investimento e o risco, através do programa Vip.pt, que foi reforçado no verão, já em contexto de pandemia.

“Esse programa foi reforçado nesta altura de pandemia em cerca de 20 milhões de euros, é um regulamento que está em vigor e que nos ajuda a negociar com os operadores aéreos a criação de novas rotas e a garantir, assim que essas rotas sejam criadas, que existe uma taxa de ocupação interessante e que viabilize os modelos de negócio”, referiu a secretária de Estado do Turismo, considerando que “não será seguramente por falta de recursos financeiros” que Portugal vai deixar de contar com novas ligações para mercados de longo curso, como a China.

Apesar do apoio disponível e das negociações já decorridas, Rita Marques lembra que, neste momento, é difícil levar qualquer companhia aérea a abrir uma rota, uma vez que, afirmou, “enquanto não existir uma maior liberdade na viagem, as companhias aéreas terão sempre resistência em abraçar novas venturas, novas rotas e em assumir riscos, por muito que exista financiamento e partilha de risco com o Estado Português”.

De qualquer forma, enquanto não é possível abrir uma rota da Air China para Portugal, lembrou a secretária de Estado do Turismo, a Beijing Capital Airlines retomou a operação para território nacional no final de junho e mantém um voo direto entre Xian e Lisboa duas vezes por semana.

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