DesportoMundoSem CategoriaJingkun Xu: o velejador sem uma mão que deu a volta ao mundo em catamarã

O velejador chinês chegou a 4 de junho aos Açores depois de ter completado 34 mil milhas marítimas a partir da Turquia.
18 de Junho, 20206355 min

O velejador chinês Jingkun Xu atracou na marina de Ponta Delgada, nos Açores, no passado dia 4 de junho após a volta ao mundo a bordo do seu catamarã.

 

     

Natural de Qingdao, na costa leste da China, o marinheiro, com 31 anos iniciou a viagem com sua esposa no barco catamarã “Qingdao Dream” da Turquia em junho de 2017.

A travessia que durou três anos, bateu o recorde da China ao circum-navegar o globo, completando 34.000 milhas marítimas e abrangendo mais de 40 países em todo o mundo. 

Num comunicado enviado ao Ni Hao Portugal, o velejador revela que “desenhámos um círculo ao redor do mundo. É uma coisa muito mirabolante para ser verdade! Pela primeira vez, o desafio de viajar pelo mundo num catamarã é cumprido com êxito por um chinês. A viagem foi feita apenas com comando manual. Durante toda a viagem não usámos comandos automáticos. Segurando o leme na mão durante mais de 8.000 horas, alcançámos o fim com a última viagem de 4.500 milhas marítimas do hemisfério Sul ao hemisfério Norte. Somente queria agradecer a todos pelo esforço e apoio que fizeram o sonho realizar-se. Obrigado!”. 

Em 2008, Xu participou nos Jogos Paraolímpicos de Beijing como representante da equipa chinesa. Foi também o primeiro velejador de uma mão só a velejar por toda a costa da China em 2012 e concluiu a Transat 6.50, corrida à vela transatlântica em solitário, em 2014. 

“Ambicionamos com esta viagem mostrar ao mundo a cultura espiritual chinesa, e fazer algo com impacto, na procura de um mundo que singre na vitória contra a pandemia!”, afirma. 

Jingkun Xu perdeu o antebraço esquerdo num acidente resultante de utilização incorrecta de fogo de artifício, aos doze anos de idade. Desde criança que ele passava horas nos treinos atlético da equipe escolar. 

     

“A fé supera a deficiência física, a esperança no futuro tem raízes mais profundas do que a brutalidade do presente”. 

Em 2003, a China estabeleceu a primeira equipa náutica com pessoas com deficiência. Xu destacou-se entre muitos competidores e a vela tornou-se uma verdadeira paixão a partir de então.

Como embaixador de Qingdao, apelidada de Cidade da Vela da China, Xu promoveu a vela e a cultura tradicional chinesa ao longo de sua viagem por outros países.

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