MundoEconomiaRelações diplomáticasRelações jurídicasNovo acordo de Macau vai ajudar consumidores chineses a resolver conflitos em Portugal

Governo está disponível para servir de intermediário na resolução de conflitos de consumidores de nove províncias e de Hong Kong quando estes se desloquem a Portugal.
7 de Setembro, 20191104 min

O Governo de Macau disponibilizou-se para servir de intermediário na resolução de conflitos  de consumidores entre nove províncias chinesas e de Hong Kong, quando estes se desloquem a Portugal. 

A disponibilidade foi anunciada ontem, 6 de setembro, pelo Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, na cidade de Nanning, na China, durante a Reunião Conjunta das Lideranças Executivas de 2019. No encontro foram debatidos temas da cooperação regional do Pan-Delta do Rio das Pérolas.

Macau assume-se, mais uma vez, como o país que serve de ligação, não só pelos países de língua portuguesa, como também do Sudeste Asiático, União Europeia e outras organizações internacionais. 

Desta vez, o país mostra-se disponível para assinar um protocolo para a defesa dos direitos dos consumidores, através de uma plataforma entre as entidades envolvidas da região de Pan-Delta do Rio das Pérolas e Portugal.

O objectivo é conseguir solucionar alguns conflitos “dos residentes e mercadorias do Pan-Delta que se deslocam para o estrangeiro”. 

Na reunião, o secretário anunciou, ainda, que pretende promover as províncias-irmãs do Pan-Delta do Rio das Pérolas nos países lusófonos – através da economia, comércio, convenções e exposições de Medicina Tradicional Chinesa – para que possa, assim, promover as regiões e expandir os seus mercados. Mas, o acordo vai além dos países lusófonos. Também os países que integram o percurso “Uma faixa, Uma Rota”, conhecida como a Rota da Seda, irão beneficiar. 

Ao todo, são nove as províncias que integram esta iniciativa – Guangdong, Fujian, Jiangxi, Hunan, Guangxi, Hainan, Sichuan, Guizhou e Yunnan – localizadas em regiões orientais, centrais e ocidentais da China. As nove, representam, actualmente, 35% da economia da República Popular da China. 

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