EconomiaExportaçãoNegóciosCerveja Quinas a caminho da China

O alcance ao mercado chinês só foi possível através de um acordo de distribuição assinado com uma empresa chinesa.
31 de Agosto, 20191175 min

A procura e a aposta no mercado chinês pelas empresas portuguesas já não são novidade. Desta vez, foi a marca de cervejas Quinas, que decidiu exportar os seus produtos para o mercado chinês. Para já, a cerveja estará presente em alguns pontos de venda, tanto no canal horeca, que abrange hotéis, restaurantes e cafés, como em retalhos tradicionais. 

Num comunicado oficial feito à Lusa, a empresa revelou que o alcance ao mercado chinês só foi possível através de um “acordo de distribuição assinado com uma empresa chinesa. Uma empresa que esteve sempre ligada à distribuição de produtos alimentares na China e que pretendeu alargar o seu portefólio de produzir e introduzir-se no segmento cerveja, apostando na Quinas para essa entrada”. 

QuinasHoje, o mercado chinês representa 75% do consumo de álcool mundial, tornando-se, desta forma, o país com maior mercado de cerveja do mundo. Os números apontam, ainda, para que este mercado, em 2021, passe a valer cerca de 93 mil milhões de euros. 

Na China, a cerveja portuguesa é cada vez mais apreciada e atractiva para o mercado e, nos testes realizados pela empresa portuguesa ao seu produto, verificaram que este apresentava a Lager com 5% de álcool, o estilo de cerveja mais apreciado pelo mercado chinês. 

Foi a pensar em todos estes aspectos que a Quinas decidiu dar um passo em frente e apostar nesse mercado, esperando “o envio de um significativo número de contentores nos próximos meses e durante o ano de 2020” e que a cerveja se enquadre bem no paladar dos consumidores chineses. 

A aposta no mercado chinês foi arriscada, mas consciente e a empresa promete não se deixa intimidar, esperando o “sucesso dada toda a estratégia e parceiros escolhidos”. 

Criada em 2018, a empresa portuguesa já exporta os seus produtos para 16 países, representando 70% das vendas da empresa. Os restantes 30% são vendidos no mercado nacional.  

Quinas

Estados Unidos da América, França e África do Sul são os que congregam um maior peso nas vendas exteriores da empresa. Também a Holanda, México e Canadá transmitem um saldo positivo para a mesma. Depois da China, a cervejeira portuguesa espera conquistar o mercado alemão e suíço. 

Para este ano, a empresa de cervejas portuguesa espera “ultrapassar 1.5 milhões de euros de facturação, depois de, em 2018, ter atingido cerca de 400 mil euros”.

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