NegóciosCooperaçãoEconomiaBank of China em Portugal aumenta cooperação com os bancos portugueses

Memorando aponta para mais facilidades de crédito do Bank of China para exportadores portugueses e para negócios no mundo da lusofonia.
6 de Dezembro, 20191613 min

Para 2020, o Bank of China pretende colaborar mais activamente com os bancos portugueses, por forma a “usar a influência de Portugal nos Países de Língua Portuguesa para centralizar os financiamentos às empresas chinesas e aumentar as oportunidades empresariais”, afirma o Presidente da Sucursal em Portugal do Bank of China, Xiao Qi, em comunicado de imprensa.

Esta cooperação será benéfica, estreita as relações entre Portugal e a China, e ajuda os Países de Língua Portuguesa, “que podem assim começar a desenvolver infraestruturas e criar mais oportunidades para os seus países e os seus povos”.

Embora o programa esteja numa fase inicial, para Xiao Qi, é fundamental trabalhar em conjunto com os países lusófonos, para que “os nossos parceiros possam usar essa vantagem para terem melhores oportunidades de investimento, tanto cá [Portugal] como nos Países de Língua Portuguesa”.

Com este projeto, a China poderá aprofundar as relações económicas e financeiras com Portugal e com os Países de Língua Portuguesa, e Macau terá um papel fulcral para a relação entre as empresas chinesas e lusófonas, “devido à sua história e ligação entre os dois continentes”. Ambos têm assim que funcionar como “um motor de impulso para poderem direccionar estes investimentos”.

Até ao momento, o único banco local a que o Bank of China Portugal oferece apoio é à Caixa Geral de Depósitos. A parceria decorre desde Dezembro de 2018, aquando da visita de estado do Presidente Chinês Xi Jinping a Portugal.

O acordo assinado determina a “cooperação no negócio da moeda chinesa, renmimbi, e pretende desenvolver oportunidades em mercados terceiros, especialmente nos países africanos de língua portuguesa”.  Além disso, o Bank of China assinou também um memorando que assegurava “facilidades de crédito para exportadores portugueses, que necessitem de garantias na China”.

No comunicado, o banqueiro chinês disse ainda que os parceiros actuais do grupo encontram- se ligados sobretudo aos sectores da energia, água, infraestruturas,  construção de autocarros e ramo imobiliário.

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