EconomiaNegóciosAlibaba em preparativos para o dia mais movimentado do ano  

Inicialmente, o dia foi criado para os solteiros celebrarem a data. Hoje, está associado às grandes promoções da plataforma e-commerce.
3 de Novembro, 2019738 min

A 11 de novembro, os clientes da plataforma Alibaba poderão beneficiar de descontos que chegam aos 70% nos produtos à venda.  Na China, o Dia dos Solteiros é sinónimo de grandes descontos na plataforma Alibaba. A iniciativa começou em 2009 e desde então tem conquistado a atenção dos consumidores.

Durante 24 horas, o grupo de e-commerce promove descontos em todos os produtos disponíveis na plataforma, uns com descontos mais discretos, outros com maior relevância. 

Recuando na história, este feriado começou em 1993 na Universidade de Nanjing e foi criado por universitários chineses. Dezanove anos depois, o Alibaba decidiu juntar-se à causa com o objectivo de impulsionar as vendas online com preços muito abaixo dos praticados. 

No ano passado, o 11 de novembro traduziu-se em 30 bilhões de dólares, um aumento de 27% face ao ano anterior. Nesse dia, participaram 180 mil marcas provenientes de 225 países.

Para este ano, a previsão é que o número de compras seja ainda maior. De acordo com o grupo, a expectativa é que o número de compradores suba para 500 milhões no país, aumentando o número de marcas para as 200 mil.

Os principais produtos vendidos nesse dia são roupas, materiais electrónicos e produtos de saúde e beleza. Em 2015, os smartphones Xiaomi e Huawei conquistaram os dois primeiros lugares do pódio. Quanto a recordes, até 2017 pertencia à marca automóvel Maserati. Em apenas 18 segundos, o Alibaba vendeu 100 Maseratis. Em 2017, esse número foi ultrapassado pela marca Alfa Romeu, tendo vendido 350 Alfa Romeus em 35 segundos.

O Alibaba é um grupo chinês criado em 1999 por Jack Ma. Com sede em Hagzhou, na China, é hoje uma multinacional especializada em e-commerce, retalho, internet, inteligência artificial e tecnologia. O objectivo? Tornar os negócios mais fáceis em qualquer lado do mundo. 

Actualmente, o Alibaba é responsável por 60% do volume de entregas na China e é a terceira marca chinesa mais importante do mundo. Em 2014, o grupo decidiu investir na indústria cinematográfica e começou a financiar filmes tanto orientais, como de Hollywood. 

 

O Alibaba em Portugal 

Em Portugal, o 11 de novembro começa a ser conhecido e aproveitado por muitos portugueses, através de lojas online como o AliExpress, que pertence também à Alibaba. 

Como forma de aumentar as vendas, no ano passado, a empresa chinesa assinou uma parceria com os CTT para a distribuição das encomendas em território nacional.

“Esta parceria mostra bem a importância crescente do e-commerce em Portugal e o papel dos CTT na liderança e desenvolvimento deste ecossistema. A associação a um gigante de comércio electrónico como o AliExpress permite às duas empresas dar a conhecer, de forma coordenada, as capacidades no âmbito das vendas na internet para todo o mundo, do lado da AliExpress, e das entregas à escala de todo o território nacional, do lado dos CTT”, disse na altura o director de e-commerce da empresa dos correios, Alberto Pimenta, num comunicado divulgado à comunicação social. 

Essa parceria permitiu aos clientes portugueses beneficiarem de descontos exclusivos, com várias promoções, cupões e vales de desconto associados. 

Quanto à estratégia da empresa chinesa em Portugal “não é vender, mas sim ajudar as empresas e marcas a exportar os seus produtos para a China. As empresas portuguesas têm tudo para crescer connosco. É uma oportunidade gigante”, quem o diz é a responsável pelo Business Developer Manager do grupo Alibaba para a Península Ibérica, Alba Ruiz Laigle, numa entrevista ao Dinheiro Vivo

O objectivo da empresa passa “por disponibilizar para o mercado chinês o melhor do que se faz em Portugal, até porque a classe média chinesa na plataforma é jovem (75% dos consumidores têm menos de 35 anos) e procura qualidade vinda da Europa”, acrescentou.

No ano passado, a plataforma deu uma conferência em Portugal para atrair novas empresas portuguesas para a plataforma, nomeadamente nos sectores têxtil, comida, vinho e moda. Dessa conferência, Alba Ruiz Laigle admite que a plataforma procura uma variedade imensa de empresas, desde as pequenas, médias até às grandes. A única condição que a plataforma exige é terem que se “adaptar e estar preparadas para produzir mais nas fábricas e, por isso, nós ajudamos a conseguirem um bom parceiro ou distribuidor chinês”. “É necessário estarem preparadas para o sucesso”, garante.

Até ao momento, Parfois, Delta, Renova e Prozis são as marcas nacionais que representam Portugal na plataforma.

 

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